FGC: veja como ocorre o pagamento da garantia
Recentemente, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi ativado para cobrir os clientes do Will Bank, após a liquidação extrajudicial da instituição, decretada pelo Banco Central do Brasil em janeiro de 2026. O processo envolve o ressarcimento de aproximadamente R$ 6,3 bilhões em depósitos e investimentos elegíveis.
Entretanto, para muitos investidores, a dúvida permanece: como funciona, na prática, o processo de pagamento da garantia pelo FGC? A resposta exige organização passo a passo, além de atenção às regras, prazos e condições que asseguram a restituição adequada dos valores.
Etapa 1: momento em que a garantia do FGC é acionada
A primeira etapa do processo exige a ocorrência de um evento formal que acione a garantia do FGC para os investidores. O Banco Central decreta esse evento por meio de intervenção ou liquidação da instituição financeira, geralmente quando a instituição enfrenta dificuldades graves ou deixa de honrar seus compromissos com clientes.
Assim que o Banco Central oficializa a liquidação, o FGC assume a responsabilidade de organizar o ressarcimento dos valores garantidos. Por isso, esse passo é essencial, pois o investidor só pode iniciar o pedido de pagamento após essa formalização.
Etapa 2: preparação e envio da lista de credores
Após a decretação da liquidação, um liquidante designado pelo Banco Central assume a tarefa de analisar os registros da instituição. Em seguida, esse profissional prepara uma lista com os nomes de todos os credores e os valores que cada um tem a receber, agrupando as informações por CPF ou CNPJ.
Esse agrupamento é importante, porque o FGC calcula os créditos por titular, respeitando o limite máximo de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado.
De forma geral, essa etapa de consolidação de dados pode levar algumas semanas, pois exige cruzamento de informações contábeis e administrativas, além de conferência precisa dos valores e depósitos.
Etapa 3: divulgação da lista e liberação da solicitação pelo FGC
Depois que a lista completa dos credores chega ao FGC, o próximo passo é disponibilizar o sistema de solicitação de pagamento para aqueles que têm direito à garantia. A partir desse momento, o beneficiário pode iniciar formalmente o pedido.
Nesse processo, o FGC realiza essa operação por meio de canais oficiais, principalmente pelo aplicativo do FGC, disponível para dispositivos móveis, além de outras plataformas que o fundo possa oferecer para pessoas jurídicas ou negócios.
Durante essa fase, o sistema passa a aceitar os cadastros individuais dos investidores, o que permite, então, que o FGC associe os valores devidos à conta bancária indicada para efetuar os pagamentos.
Etapa 4: registro no aplicativo e identificação
Nessa etapa, o investidor deve realizar um cadastro completo no aplicativo do FGC, fornecendo seus dados pessoais ou da pessoa jurídica, além de informar corretamente a conta bancária em que deseja receber o pagamento.
Em seguida, esse registro exige ou pode exigir que o titular valide seus documentos e realize autenticação biométrica ou outro mecanismo de segurança previsto pela plataforma. Por isso, esse passo é crucial para garantir a integridade do processo e reduzir riscos de fraude.
Ao mesmo tempo, o sistema do FGC pode enviar notificações e atualizações para orientar o investidor sobre o andamento do pedido. Portanto, é fundamental que o usuário mantenha seus dados de contato atualizados para evitar atrasos na comunicação.
Etapa 5: solicitação formal do pagamento ao FGC
Após o cadastro e a validação dos dados, o investidor deve solicitar formalmente o pagamento da garantia. Dessa forma, a solicitação é feita diretamente dentro do aplicativo, na seção indicada para “pagamento de garantia”.
Ao confirmar que todos os dados estão corretos e que aquela é realmente a conta a receber o pagamento, o investidor finaliza o pedido. Nesse momento, o sistema gera uma confirmação e fornece instruções sobre os próximos passos.
Como regra geral, o FGC não cobra taxas por esse serviço. Além disso, o valor recebido corresponde ao principal acrescido dos rendimentos acumulados até a data da liquidação, sempre respeitando o limite de cobertura.
Etapa 6: assinatura do termo de sub-rogação
Depois que o investidor envia o pedido de pagamento, ele precisa assinar digitalmente um termo de sub-rogação no aplicativo do FGC. Nesse contexto, esse termo funciona como um documento legal que formaliza a transferência dos direitos creditórios que o investidor possuía junto à instituição liquidada para o próprio FGC.
Além disso, a assinatura eletrônica desse termo é obrigatória e deve ocorrer antes da efetivação do pagamento. Por isso, esse procedimento representa uma etapa jurídica essencial para que o FGC possa cumprir suas obrigações e concluir o ressarcimento.
Etapa 7: pagamento da garantia do FGC na conta informada
Após a assinatura do termo de sub-rogação, o FGC executa o pagamento diretamente na conta bancária informada pelo investidor. Com isso, essa etapa finaliza o processo de ressarcimento e permite que os valores garantidos sejam devidamente creditados.
Em geral, o FGC realiza esse depósito sem a imposição de prazos adicionais, desde que todos os passos anteriores tenham sido concluídos corretamente. Logo, em casos recentes, após a conclusão do cadastro e da assinatura do termo, o pagamento ocorreu em até 48 horas úteis.
Etapa 8: acompanhamento e suporte
Por fim, é fundamental que o investidor acompanhe o status do pedido diretamente no aplicativo ou nos canais oficiais do FGC. Dessa forma, essa prática ajuda a identificar eventuais pendências ou erros no cadastro e contribui para que o pagamento ocorra sem contratempos.
Caso surjam dúvidas ou inconsistências, o investidor pode contatar o atendimento ao credor do FGC por meio do e-mail oficial ou pelos canais de suporte informados no site. Assim, o acompanhamento ativo reduz riscos de atraso e melhora a comunicação durante o processo.
Conclusão
Em síntese, o processo de pagamento pelo FGC envolve várias etapas distintas, porém organizadas de forma lógica e sequencial. Assim, cada fase conduz o investidor com mais segurança até o recebimento da cobertura garantida, sempre respeitando os limites legais e as exigências de identificação.
Diante disso, com a liquidação de instituições financeiras relevantes, como o Will Bank e o Banco Master, compreender essas etapas se torna ainda mais importante para que os clientes saibam exatamente como agir e recuperar os valores devidamente cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos.
Por isso, se você tem dúvidas sobre a proteção do FGC,
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