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Ouro: por que investidores recorrem a ele em tempos de crise

23 de janeiro de 2026
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Ao longo da história, o ouro sempre ocupou um papel central na preservação de patrimônio. Em ciclos de instabilidade econômica e incerteza global, esse papel se torna ainda mais evidente. Mesmo em um mercado financeiro cada vez mais sofisticado, investidores seguem recorrendo ao metal como forma de proteção e equilíbrio de carteira. Além disso, movimentos de inflação, juros e tensões geopolíticas costumam impulsionar sua valorização. 


Nesse contexto, compreender como ter ouro na carteira e quando ele tende a se valorizar se torna essencial para decisões mais conscientes e alinhadas ao longo prazo.


O ouro como ativo financeiro

Embora muitas pessoas associem o ouro apenas a joias ou reservas físicas, o mercado financeiro trata o metal como uma commodity amplamente negociada. Assim, ele funciona como um ativo que preserva valor ao longo do tempo, mesmo sem gerar renda recorrente, como juros ou dividendos. Diferentemente de ações ou títulos, atua principalmente como proteção, especialmente em cenários adversos.


Além disso, o ouro apresenta liquidez global, já que investidores, governos e bancos centrais negociam o metal em praticamente todos os mercados. Ele mantém demanda constante tanto para investimento quanto para reservas monetárias, o que reforça sua relevância estrutural no sistema financeiro internacional.


Quando o ouro costuma se valorizar

Historicamente, o ouro tende a se valorizar em contextos específicos do ciclo econômico. Em primeiro lugar, períodos de incerteza econômica e financeira costumam aumentar a busca por ativos considerados mais seguros. Assim, crises bancárias, recessões globais ou choques geopolíticos elevam a demanda pelo metal.


Além disso, o metal reage diretamente a ambientes de inflação elevada. Quando o poder de compra das moedas diminui, investidores recorrem ao ouro como reserva de valor. De forma complementar, ciclos de queda ou expectativa de queda dos juros também favorecem o metal, já que ativos que não pagam juros se tornam relativamente mais atrativos.


Outro fator relevante envolve o dólar americano. Como o ouro é cotado internacionalmente em dólar, movimentos de enfraquecimento da moeda costumam impulsionar seu preço. Consequentemente, investidores de outros países conseguem comprar ouro a custos relativos menores, o que aumenta a demanda global. Por fim, a atuação dos bancos centrais influencia diretamente esse mercado. Diversas autoridades monetárias ampliaram suas reservas de ouro nos últimos anos como forma de diversificação cambial, o que reforça a tendência estrutural de demanda.


Como ter ouro na carteira na prática

Atualmente, o investidor brasileiro conta com diferentes formas de exposição ao ouro. Portanto, a escolha deve considerar objetivo financeiro, perfil de risco e estratégia de alocação. Entre as principais alternativas, destacam-se:


  • Ouro físico (barras ou moedas): representa a forma mais direta de posse. No entanto, exige cuidados com custódia, segurança e liquidez. Além disso, custos adicionais podem reduzir o retorno do investimento.


  • ETFs de ouro negociados em bolsa: permitem exposição ao preço do metal sem a necessidade de armazenamento físico. Assim, oferecem praticidade, transparência e liquidez, o que facilita o acesso do investidor pessoa física.


  • Contratos futuros de ouro: atendem investidores mais experientes, já que envolvem negociação de expectativas de preço. Nesse caso, o risco é maior e o acompanhamento do mercado se torna indispensável.


  • Fundos de investimento com exposição ao ouro: incluem o metal dentro de estratégias multimercado ou internacionais. Dessa forma, o investidor acessa de maneira indireta e integrada à carteira.


  • Ações de empresas mineradoras: funcionam como exposição indireta ao ouro. Entretanto, o desempenho também depende da gestão e dos resultados operacionais das companhias, o que adiciona riscos específicos.


Vantagens e pontos de atenção ao investir 

De maneira geral, o ouro pode cumprir um papel relevante dentro de uma estratégia de diversificação. No entanto, o investidor precisa avaliar benefícios e limitações antes de definir a alocação. Entre os principais pontos, destacam-se:


Vantagens


  • Diversificação da carteira: em primeiro lugar, o ouro apresenta baixa correlação com ativos de renda variável, o que ajuda a reduzir a volatilidade da carteira em cenários de estresse.


  • Proteção contra inflação e crises: além disso, o metal costuma preservar valor em ambientes de inflação elevada e em crises sistêmicas, funcionando como instrumento de proteção patrimonial.


Pontos de atenção


  • Ausência de renda recorrente: diferentemente de títulos públicos ou ações, o ouro não gera fluxo de renda. Assim, o retorno depende exclusivamente da valorização do preço.


  • Impacto cambial: da mesma forma, investimentos atrelados ao dólar sofrem influência das oscilações cambiais, especialmente no curto prazo.


  • Tributação e enquadramento fiscal: por fim, cada modalidade de investimento em ouro possui regras tributárias específicas, o que torna o acompanhamento profissional essencial para decisões alinhadas ao planejamento patrimonial.


Conclusão

Em síntese, o ouro não representa uma solução isolada, mas sim um componente estratégico dentro de uma carteira diversificada. Portanto, especialistas recomendam alocações moderadas, ajustadas ao perfil do investidor e ao momento do ciclo econômico.


Segundo análises do Banco Central do Brasil, a diversificação entre diferentes classes de ativos reduz riscos sistêmicos e aumenta a resiliência do patrimônio ao longo do tempo. Nesse sentido, o ouro cumpre um papel complementar, especialmente em cenários de maior incerteza macroeconômica.


Por fim, ao compreender quando o ouro se valoriza e como incluí-lo na carteira, o investidor fortalece sua estratégia de longo prazo e evita decisões impulsivas. Se quiser avaliar esse movimento dentro do seu planejamento patrimonial, a equipe da Minha Gestora pode ajudar a analisar o cenário e definir a alocação mais adequada.

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